Athenas SP 2018: primeira corrida da patroa, meu RP nos 21K e desespero.

Olá pessoal, vocês estão bem?
Agora eu estou bem, satisfeito com meu progresso, orgulhoso da Evelin que debutou em provas de corrida de rua, porém uma maldição entra em cena novamente.
Este post está sendo publicado tardiamente, estive bem ocupado tirando uma semana de férias e nas minhas obrigações como homo sapiens que depende de seu trabalho para comprar o pão de cada dia.
Pois bem meus caros, não sei bem por onde começar, mas pra variar, vou começar pelo início.
Após a Maratona de Buenos Aires  não tinha objetivos definidos para 2018 em relação às corridas, eis que meu treinador me solicitou para arranjar uma meia maratona para dar manutenção e melhorar meu condicionamento para desde já iniciar meu planejamento para a Maratona de Porto Alegre em 2019 (Sim, teremos mais dramas no próximo ano), e a única opção viável era a meia maratona organizada pela Iguana, a Athenas SP no dia 04/11/2018.
Entre o final de setembro e o inicio de novembro segui o protocolo desejado, treinei direitinho, comi razoavelmente bem e fiz toda a preparação na véspera. Porém algo tinha que acontecer, ou melhor, algo ruim se repetiu. Não, não foi diarreia, mas sim a temida mudança para o horário de verão.
Em 2016, quando fiz a minha primeira prova de 5K em Florianópolis onde eu estava passando férias, na madrugada também houve o adiantamento do relógio, e por muito pouco não cheguei atrasado na largada. Nesta ocasião estava hospedado perto, estava de carro portanto só dependia de mim em não colidir com alguém em alta velocidade e o contrário também. Neste ano, aqui em São Paulo a forma mais fácil de chegar de Osasco até a Vila Olímpia é de trem, estava tudo programado, mas o relógio do celular não adiantou…
Acordei no horário, me troquei e liguei a TV, mas algo de estranho aparecia no canto inferior esquerdo, um relógio uma hora adiantado. Começa o desespero.
Corre corre, coisas caindo pela casa e desespero toma conta do casal. Partimos em retirada.
O controle remoto do portão não funciona. Eles nunca funcionam quando se precisa de rapidez.
Estacionamos na viela mais próxima da estação de trem, com fé que Deus cuida das criancinhas, dos bêbados e do meu carro.
Correria, avistamos o trem desejado parado na estação. Nunca subi tão rápido aquela escadaria de Osasco.
O Bilhete Único tinha credito, ufa!
Desci a escadaria temendo pela minha vida, o trem permanecia parado.
Conseguimos entrar.
Não, a porta não fechou em seguida, ficamos mais uns 3 minutos parados ali.
Vencemos o tempo, chegamos no Parque do Povo em cima da hora e tive que largar lá atrás, tendo que desviar dos mais lentos.
Me despedi da patroa que iria correr os 7K e parti pra executar o que planejamos. Estava me sentindo muito bem, acho que dava para ir além.
O planejado seria finalizar em 1:50 baixos, mas o corpo estava ótimo. Na pouca experiência que tenho, com algumas meia-maratonas no currículo, é o tipo de prova que dá pra arriscar mais.
Era para ser uma corrida com ritmo progressivo, mas adiantei a passagem para o ritmo mais baixo e forcei bem nos minutos finais, todo o trabalho de musculação deu resultado, a musculatura aguentou o tranco.
Finalizei em 1:47:54 (tempo oficial), baixando em 6 minutos do meu melhor tempo anterior.
A Evelin finalizou bem sua primeira prova, correndo do começo ao fim os 7K. Fiquei super orgulhoso!
Resumindo a prova: A Athenas SP de 2018 de certa forma foi bem organizada, preço dentro dos padrões das principais provas, a retirada de kit foi tranquila, organização da largada e chegada satisfatórias, hidratação excelente. Acho que a qualidade das medalhas poderia ser melhor. A prova é muito rápida, quase toda toda realizada na Marginal Pinheiros, com exceção das subidas e descidas da Ponte Estaiada, o que ajuda a conter o tédio de uma prova só em linha reta. Na minha opinião a Iguana faz um bom trabalho na organização.
Aqui fica o meu relato, e continuo treinando direitinho para ter um 2019 incrível.
Segue o jogo.
Tiago
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A minha estreia em maratona – Buenos Aires – 2018

E aí cambada, blz?

Ontem realizei mais um sonho dentre muitos que ainda tenho, que é correr minha primeira maratona. Correr a minha maratona estava preparada para se realizar na Maratona de Porto Alegre neste ano, porém por uma questão de prioridade na minha carreira profissional decidi postergar para Setembro, mais precisamente ontem dia 23 de setembro em Buenos Aires.

Mas por quê Buenos Aires?

Em Buenos Aires na mesma semana da corrida é realizada também uma das maiores conferências hacker da América Latina, que tive o prazer de participar em 2017. Assim uni as duas paixões na mesma semana! =D

Obviamente as características da Maratona de Buenos Aires me ajudaram a tomar esta decisão, por ela ser muito bem organizada, reconhecida internacionalmente, percurso quase que completamente plano, e por ser próximo do Brasil, assim levar um corpo da Argentina para o Brasil o custo seria menor! Hahaha

Busca por profissionais

Sobre treinamento, depois vou escrever um texto apenas sobre como foi meu início na corrida e como me organizava, mas para resumir correr até os 21km não era tão difícil para mim e existem centenas de planilhas espalhadas na Internet para iniciar seus primeiros 5, 10, 15 e 21km, porém para maratona apenas de encontrar algumas, planilhas eram mais raras. Conversando com amigos, principalmente com o meu brother Ricardo Esgalha que tinha se preparado e realizado a maratona de Porto Alegre, ficou claro que maratona é algo que tem que ser respeitado e a ajuda de um profissional experiente seria essencial no treinamento, e se possível se cercar de mais outros profissionais, como nutricionista e fisioterapeutas se possível. No meu caso procurei o Carlos (Rato) Barbosa (São Caetano) que foi o meu treinador e que certamente sou muito grato a ele por me ajudar e adaptar meu treinamento quando precisei. A nutricionista Rosana (Osasco) acompanhou minha alimentação e suplementação para me ajudar neste processo!

Treinamento

Em resumo foram 4 meses de treinamento, 15 semanas de treino. Aqui quero fazer algumas observações:

  •  Você precisará se organizar adequadamente, pois precisará balancear seus treinos, compromissos em sua família e no trabalho.
  • Sua mente controla seu corpo, procure se motivar quando começar a desanimar ou se entristecer. Pensamento positivo ajuda em tudo.
  • Procure explicar para seus familiares o quão é difícil treinar, pois você precisará de apoio em tudo, como descanso, alimentação e compreensão quando estiver irritado ou com dores…rsrs
  • Converse bastante com seu treinador, ele será o seu guia o tempo todo.
  • Procure definir quais equipamentos irá utilizar, principalmente nos membros inferiores, como tênis, meias e shorts.
  • Não sou médico, as dicas abaixo serviram pra mim, talvez sirvam para você. 😉
  • Você sentirá dores, portanto procure observar seu corpo e conhecê-lo melhor para distinguir o que é apenas uma fatiga muscular de uma lesão mais séria. Em determinado momento da minha preparação eu achei que eu tinha me lesionado após sentir uma dor muito estranha na panturrilha, já tinha até jogado a toalha, de forma bizarra eu só sentia a dor quando eu estava parado, não sentia quando corria… haha, então continuei correndo! E a dor passou depois de uns 10 dias e até hoje não sei do que se tratava.
  • Se sentir que a fatiga muscular está aumentando, comece alternar correndo também na esteira, pois o impacto é menor. Isso me ajudou bastante.

 

 

 

Preparando a viagem 

Compre seu voo para chegar dois dias antes da prova ou no dia anterior bem cedo para que dê tempo para buscar seu kit e se preparar. Eu cometi um grave erro, na pressa comprei meu voo errado, que chegaria na noite anterior a prova, assim não conseguiria nem buscar o kit. Não consegui trocar o voo porque eu havia utilizado minhas milhas, assim tive que procurar todas as alternativas possíveis.

A única alternativa viável e que não me forçaria a comprar um outro voo foi entrar em contato com a organização para saber se um terceiro poderia retirar o meu kit, que para minha felicidade era possível, agora eu só precisava encontrar alguém para retirar para mim. Conversando com meu treinador, ele me disse que conhecia uma pessoa que iria correr também em BsAs e que iria ver a possibilidade de ela me fazer este favor, que atendeu prontamente! Heloísa muito obrigado pela ajuda!

Reservei um hotel próximo da largada, não o suficiente para ir a pé, mas acaba sendo mais rápido para chegar de taxi ou Uber, e é claro, mais barato.

Chegada e pré-prova

Cheguei as 19h30 em Buenos Aires, passei mais de 1 hora no aeroporto para conseguir retirar um chip com dados de celular, depois fui para meu hotel e fiz check in, deixei minhas coisas e fui no hotel da Heloisa para retir meu kit, com o kit em mãos, isso já lá pelas 22hs fui procurar um supermercado para comprar as coisas para o café, e assim as coisas começaram a dar errado….

Não encontrei mais nada aberto, apenas os kioskos que são pequenos mercadinhos que vendem salgadinhos, refrigerantes biscoitos e qualquer porcaria para comer rapidamente. Comprei um achocolatado e um lanche frio feito de pão, queijo e presunto. Foi a coisa mais saudável e que poderia me sustentar. A adaptação em si não foi meu problema, mas corroborou.

No jantar, logo depois de comprar meu “café da manhã”, exagerei um pouco e comi algo gorduroso. Novamente fica a dica de você conhecer seu organismo, você o que te faz mal ou não. A gordura da carne e da batata frita me arrebentou, acordei já tendo que ir ao banheiro se passar rei sentado no trono da vergonha, e isso foi até 1h antes da largada, ou seja, das 4h30 até as 6hs.

E o estomago não estava bem…

Após o grave incidente, me arrumei rapidinho, comi e peguei o Uber, cheguei um pouco em cima da hora mas consegui deixar minhas coisas no porta volume, fazer meu xixi e largar!

A corrida

Apesar dos mortos e feridos lá estava eu! A correria foi tanta que nem tive tempo para refletir sobre tudo o que se passou nos últimos meses, eu já estava correndo e seguindo o planejamento construído através das semanas.

Mas como eu disse anteriormente, o estômago não estava legal…

Com dificuldade fui me hidratando, estava enjoado mas precisava me recuperar da desidratação da madrugada.

No km 21 começou a briga com o corpo, que não respondia direito os efeitos da diarreia começaram a fazer efeito. Automaticamente meu ritmo caiu de uma hora para outra, quase tudo o que engolia queria voltar. Assim foram mais 21 quilômetros angustia, trotando e se controlando para não vomitar.

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Lá pelo km 36 começou a luta pela sobrevivência, trotando em busca da tão sonhada conquista. Só segui por que comecei a ver tanta gente jogada no chão e tantas outras em pior situação que eu seguindo que eu não poderia parar, e tinha tanta gente motivando no final do percurso que comecei a ficar emocionado, mas não poderia chorar, senão vomitaria também. rsrsrs

KM 40 – Segui forte, não ouvia o barulho das pessoas apenas o rosto delas gritando para nós, queria vomitar.

KM 41 – Comecei a ouvir as pessoas berrando, me deu mais força, a energia é demais!

KM 41,5 – O barulho aumentou e os pais que estavam finalizando a prova passaram a ter a companhia dos seus filhos nos ultimos 500mts. Fiquei emocionado, queria ter os meus para fazer o mesmo.

KM 42,195 – Passei o pórtico com a sensação de vencedor, que eu posso qualquer coisa! Não chorei para não vomitar!

Aqui eu poderia escrever um monte de coisas sobre passar a linha de chegada, mas toda a minha vitória foi lá atrás, depois do km 21. Graças a Deus não passei mal ao ponto de perder a consciência, mas percebi claramente que meu corpo não respondia mais e tive que ter a cabeça boa levar este corpanzil até o fim e inteiro.

Alguns dados sobre a prova:

No masculino, o Quênia como sempre dominando tudo, e completando o pódio com um peruano e o melhor brasileiro chegou em décimo. No feminino, a mesma coisa com o pódio completado pela Etiópia e a melhor brasileira em décimo sexto.

Masculino

1 – Kipkemboi Saina Emmanuel – 2:05:20

2 – Kiptum Barnabas – 2:09:18

3 – Pacheco Cristhian – 2:11:18

10 – Das Neves Silva Valdison – 2:19:47

Feminino

1- Jerono Kiplagat Vivian – 2:29:03

2 – Jerotich Leah – 2:32:57

3 – Bosho Amelework Fikad – 2:34:56

16 – Marques Laura – 2:59:46

 

Foram 7368 concluintes no total!

Lições aprendidas

  • Planejamento – Retirada de kit, alimentação e descanso
    • Prepare bem sua chegada à cidade da prova, seja ela em seu país ou no exterior. Nunca chegue em cima da hora sem tempo suficiente para se organizar adequadamente.
    • Busque se kit se possível no primeiro dia disponível;
    • Vá ao mercado e compre o café da manhã que costuma se alimentar em suas corridas longas;
    • Faça sua refeição na noite anterior sem exageros. Você conhece seu corpo, você o que pode te fazer mal ou não;
    • Durma cedo e controle sua ansiedade.

Este foi meu testemunho sobre debutar na maratona. E a sua estréia como foi?

Tiago
Maratonista. 4747º colocado na maratona de Buenos Aires de 2018 completado em 4h25m44s. 🙂

tiagoTavares_MaratonBuenosAires2018

 

Lampião 1

lampiaoWould you like to keep hacking in your own lab?

Try this brand new vulnerable machine! “Lampião 1″.

Get root!

Level: Easy

Download

Walkthroughs

https://lcesteves.wordpress.com/2018/08/07/lampiao-1/

https://wjmccann.github.io/blog/2018/08/15/Lampiao-Walkthrough

https://www.rootnetsec.com/vulnhub-lampiao/

https://hackso.me/lampiao-1-walkthrough/

http://www.hackingarticles.in/hack-the-lampiao-1-ctf-challenge/

https://xz.aliyun.com/t/2552

**Updated on 15 Aug 2018

Jarbas 1.0

jarbas-mordomo-corpoIf you want to keep your hacking studies, please try out this machine!

I’m trying to publish it at Vulnhub. =)

Jarbas 1.0 – A tribute to a nostalgic Brazilian search engine in the end of 90’s.

Objective: Get root shell!

Download

Known published walkthroughs (updated 09/24/2018)

  1. https://d7x.promiselabs.net/2018/07/26/ctf-jarbas-1-vulnhub-ctf-walkthrough/
  2.  https://www.tnirmal.com.np/2018/07/vulnhub-jarbas-1-walkthrough.html
  3. https://lcesteves.wordpress.com/2018/08/15/jarbas/

Buffer Overflow – Ricardo Longatto

buffer overflowColetando materiais para meus estudos de buffer overflow me deparei com este vídeo relativamente antigo (porém atemporal) do Ricardo Longatto. Pra quem está iniciando contato com pesquisa vale a pena pra ver um passo-a-passo prático de um exemplo relativamente simples para depois aprofundar em exemplos mais complexos.

 

 

Resumo sobre as falhas nos processadores – Meltdown e Spectre

O Fernando Mercês acabou lançar um vídeo fazendo um ótimo resumo sobre as vulnerabilidades recém publicadas, Spectre (CVE-2017-5753 e CVE-2017-5715) e Meltdown (CVE-2017-5754).  Vale a pena assistir.

Site oficial da publicação das vulnerabilidades: https://meltdownattack.com/

RickdiculouslyEasy: 1 – Vulnhub

rick-and-morty-wallpaper

Segue mais um walkthrough de exploração de sistema vulnerável disponível no Vulnhub.

Sistema disponível para download em:
Link: https://www.vulnhub.com/entry/rickdiculouslyeasy-1,207/

De fato, a exploração desta máquina não exige um nível de conhecimento muito avançado, porém achei ela extremamente trabalhosa pra obter todas as flags disponíveis, pois além de muita enumeração, é necessário utilizar uma variada quantidade de técnicas para conseguir explorar de completa.

Esta máquina possui 9 flags, totalizando 130 pontos.

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kkkk!

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Tentei de tudo para estabelecer conexões reversas, sem sucesso.
Com o os 3 usuários encontrados no arquivo /etc/passwd e uma senha, consegui me autenticar com o usuário Summer.

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Não conseguia executar neste diretório, copiei o arquivo para minha home e pude executar.

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Então usei como argumento o número “131333” que julguei ser importante para algo a frente, e conseguimos obter mais informações…

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Realizando uma busca (apesar de fã da série não me lembrava deste detalhe), encontrei a informação que precisava, a antiga banda de Rick Sanchez se chamava “The Flesh Curtains”.

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Portanto a senha seria: [A-Z]+[0-9]+[Flesh ou Curtains].
Assim termos que criar uma wordlist. Para isso poderíamos utilizar um software chamado crunch ou simplesmente criar um simples programa em shell script como o abaixo.
#!/bin/bash

for letra in {A..Z} ; do
        for numero in {0..9}; do
                echo $letra$numero"Flesh"
                echo $letra$numero"Curtains"
        done
done
Em seguida utilizaremos essa wordlist e fazer um ataque de brute force no usuário RickySanchez com o hydra.
Então..

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RickSanchez é sudoer da máquina, assim elevamos privilégio e capturamos a última flag.

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🙂