Removendo comentários dos arquivos de configuração no Linux

outubro 18, 2011 Deixe um comentário

Removendo comentários (#) dos arquivos de configuração
Já teve uma caso de precisar verificar somente as linhas que não estão comentadas no seu arquivo de configuração? Me encontrei com um caso assim, ao pegar um arquivo.conf que eu já usava no Squid e implementar em uma nova máquina.

OBS: Somente para teste. Copie o arquivo para a pasta teste. Exemplo:

# cp /etc/squid/squid.conf /tmp/squid.conf-teste
# egrep -v “^#|^$” /tmp/squid.conf-teste > /tmp/squid.conf-teste2

Entre no arquivo com VI e irá perceber que as linhas comentadas não estão mais presentes no arquivo.

Fonte Viva o Linux, usuario: wesllay http://www.vivaolinux.com.br/dica/Removendo-comentarios-%28%29-dos-arquivos-de-configuracao

Consumerização – 9 pontos que precisamos saber

outubro 4, 2011 Deixe um comentário

Kraft, Whirlpool, Motorola Solutions e outros empregadores são pioneiros nas políticas de liberdade de uso de tecnologia pessoal, o BYOT, para impulsionar a produtividade e reduzir custos. E têm muito a ensinar.

O BYOT (Bring Your Own Technology), estratégia para deixar os funcionários escolherem e comprarem os dispositivos que desejam usar para fazer o seu trabalho, desde PCs e laptops a smartphones e tablets, vem ganhando impulso no mercado corporativo. As máquinas pertencem aos empregados, que as levam junto com eles ao saírem da empresa.

CIOs que já começaram a implantar políticas para BYOT estão dando início a uma nova era no consumo de TI. Eles procuram cortar custos e mudar a maneira de interação entre a equipe de TI e os demais funcinários da comapnhaia. Eles também esperam melhorar a produtividade da equipe de TI recém-libertada de algumas tarefas típicas de suporte.

Além disso, o BYOT pode elevar o moral, reconhecendo a crescente demanda de funcionários para usar a tecnologia que eles gostam mais, diz Leslie Jones, CIO da Motorola Solutions.”O BYOT é um grande reconhecimento da realidade”, diz ela.

Alguns CIOs, no entanto, dizem que a liberdade de uso de tecnologias pessoais no ambiente corporativo é uma ideia vazia que não promove redução de custos, porque cria problemas de segurança potencialmente caros, além de problemas de controle da TI. Por isso, embora em crescimento, empresas que oferecem programas de pleno direito de BYOT ainda são minoria. Em um levantamento exclusivo com 476 líderes de TI, a revista CIO americana descobriu que 69% não permite que os funcionários comprem seu próprio equipamento para o trabalho, enquanto apenas 24% o fazem.

Entre as 131 empresas que permitem que BYOT, a maioria apenas sugerem os equipamentos que os funcionários devem usar, deixando a decisão final para cada um deles. Apenas 22% exigem que os empregados escolham os dispositivos de uma lista específica. Outros 38% permitem que os funcionários escolham qualquer dispositivo.

Mas qual a melhor política e como medir o verdadeiro valor da BYOT? Na opinião de Mike Cunningham, diretor de tecnologia da Kraft Foods, é necessário adotar un planejamento cuidadoso e e testes metódicos para saber o que precisa ser controlado e que pode ser liberado.

Algumas regras que já governam o uso da tecnologia corporativa pode ajudar diretamente os programas de BYOT, como proibir os funcionários de utilizarem um dispositivo usado para o trabalho para ter acesso a sites notoriamente inseguros como dos de jogos de azar ou pornografia. Mas o BYOT requer outros cuidados que vão além do senso comum. Entre eles:

1. Não proibir o BYOT por questões de segurança.

Afastar o BYOT por questões de segurança é uma reação instintiva, diz Doug Caddell, CIO de um escritório de advocacia onde 400 iPads estão em uso como parte de um programa BYOT que começou em fevereiro. “Você ouve muito sobre por que você não pode fazer algo em vez de por que você pode fazer algo”, diz ele. Caddell orienta seus usuários a protegerem seus iPads com senhas. Também orienta os advogados, que trabalham com materiais sensíveis, a não armazenarem documentos nos dispositivos pessoais, mas nos servidores da empresa. “Problemas de segurança não são insuperáveis”, diz ele.

Como os dispositivos pessoais ficaram mais inteligentes e capazes de armazenar e fazer mais com os dados corporativos, eles também se tornaram um grande alvo para hackers. Portanto, smartphones e tablets que não tiverem antivírus e anti-malwares instalados para protegê-los não podem se conectar à rede da empresa. E é a rede corporativa que pode se tornar a maior aliada para fazer cumprir a política de segurança, detectando dispositivos que estão rodando o antivírus e anti-malware, negando acesso aos que não estão rodando esses programas.

2. Virtualizar primeiro.

Para ter certeza de que os dados da empresa usados nos dispositivos pessoais estão minimamente seguros a solução mais indicada é permitir o acesso a eles somente através de aplicações móveis baseadas no ambiente virtual da empresa, disponíveis através de uma rede segura. Os usuários devem também concordar em não armazenar dados em seus dispositivos. Os laptops, tablets, netbooks ou smartphones atuam apenas como uma interface que permitem ao usuário trabalhar com as informações corporativas.

A arquitetura tem que ser o primeiro no lugar trabalhado pelo CIO que pretende implementar políticas de BYOT. A Whirlpool está testando BYOT com 200 funcionários e pretende fazer com que pelo menos metade dos funcionários da empresa trabalhe em um ambiente virtual, independentemente de usar seu próprio dispositivo ou o fornecido pela companhia.

Muitas empresas estão virtualizando aplicações de qualquer maneira, para economizar em custos de servidores e dispositivos, entre outros motivos. A virtualização faz todo o sentido também em uma situação BYOT. Não há sentido em permitir que BYOT sem primeiro ter criado aplicações empresariais para que possam ser facilmente acessadas por dispositivos móveis.

3. Cuidar melhor da infraestrutura disponível.

Com a virtualização e a mobilidade, mais e mais dados serão transferidos de e para os servidores centrais. Poder de processamento, tempo de resposta dos servidores e  Interrupções de conectividade passam a ser  preocupações fundamentais.  Se as pessoas não estão conectados à central,  não podem trabalhar.

Por outro lado, na Kraft, por exemplo, o CTO tem notado uma melhora no throughput da rede. Há muito menos dados fluindo para fora dos servidores do que em uma configuração cliente-servidor, diz ele, tornando a rede mais rápida.

4. Decidir quem fará o quê.

Desde o início, os líderes de TI devem transmitir aos participantes de programas de BYOT que eles, e não a equipe de TI, são responsáveis ​​por cuidar de seu smartphones,  tablets ou laptops, diz Jared Mittleman, CTO da AG Semiconductor. E alguns dispositivos podem ser mais difíceis para conectar à rede corporativa que outros.

Por exemplo, BlackBerrys estão entre os dispositivos mais comumente utilizados na AG. Portanto, alguns dos mais fáceis de suportar. Mas o chefe Mittleman comprou um iPhone no ano passado. Mittleman explicou a ele que o acesso a algumas aplicações corporativas poderia apresentar problemas de incompatibilidade com o iOS. Também estipulou que seu chefe tinha que ajudar a trabalhar com qualquer problema técnico.

5. Saiber quando dizer não.

Na Kraft Foods, só 800 funcionários participam do programa no BYOT. Nas fábricas, por exemplo, os trabalhadores têm de usar computadores específicos para controlar a produção de cereal ou macarrão, fornecidos pela empresa. “Nós não vamos ter alguém aparecendo na fábrica com um dispositivo pessoal  e tentar instalá-lo na nossa linha de produção.”

6. Doutrinar – educadamente, é claro.

Treinamento cuidadoso é uma obrigação antes que alguém conecte um dispositivo pessoal à rede corporativa. Usuários ansiosos por usarem suas  novas máquinas devem primeiro entender os prós e contras da política de BYOT, diz Mittleman.

“Seus usuários são seu elo mais fraco”, diz ele. “Eles têm o controle físico do dispositivo e acesso lógico a dados corporativos. Eles são a linha de frente contra ataque”, afirma Cunningham, da Kraft Foods.

7. Decidir quem paga e quanto.

A Whirlpoolestá oferecendo reembolso de algumas centenas de dólares para dispositivos adquiridos pessoalmente por seus funcionários. A empresa ainda não definiu o montante total por empregado ainda. Também ainda não sabe se fará o reembolso em um pagamento único ou em um ciclos atualização todos os anos, semelhante a um ciclo tradicional de upgrade dos PCs.

O escritório de advocacia Foley e Lardner oferece reembolso de até 3.800 dólares a cada três anos. Mas muitas empresas não oferecem nenhum subsídio de tecnologia, de acordo com a pesquisa da CIO. Das 131 empresas que disseram ter um programa BYOT, uma em cada quatro cobre o custo integral de um dispositivo pessoal e 36% fornecem alguma ajuda financeira. Mas 60% entrevistados não fazem qualquer reembolso.

No caso de optarem pelo reembolso, os CIOs devem definir com o departamento de contabilidade sobre a melhor forma de administrar os fundos para os programas de BYOT.

8. Saber se você pode ou não economizar dinheiro ….

Quando o programa da Whirlpool for totalmente implementado nos próximos 18 meses, a empresa espera economizar dinheiro em compras e suporte. A empresa também espera melhor engajamento dos funcionários, medido em um levantamento anual a partir de perguntas como: “Você tem as ferramentas certas para fazer o seu trabalho?” E “Você é parte de uma força de trabalho verdadeiramente móvel?”

No entanto, entre participantes da nossa pesquisa há algumas dúvidas sobre economia de custos. Trinta e um por cento afirmaram ter registrado econoias em hardware e suporte, enquanto 43% não relatam qualquer economia.

9. … ou se você vai mudar a cultura da empresa.

Passado mais de um ano da implantação do programa de BYOT da Kraft, Cunningham diz que ele contribuiu par redução dos cutsos com suporte de hardware. Mas que esse não foi o ganho mais relevante. Ele está no fato das pessoas terem se tornado mais produtivas e melhorado o equilíbrio trabalho-vida. Ao permitir que os funcionários escolhessem a tecnologia que mais gostam de usar, a empresa passou a atrair novas contratações também. “Eles pensam: ‘eu posso trabalhar com esta empresa, que não tem regras draconianas”.

Um subproduto de libertar os funcionários para comprar e tentar a sua própria tecnologia é que eles podem descobrir ferramentas de produtividade que o departamento de TI, por uma questão ou outra, pode ter ignorado.

Kim S. Nash – CIO

http://www.cio.com/article/690504/Bring_Your_Own_Tech_9_Things_IT_Needs_To_Know

Mapa de certificações em TI: Guia de Carreira

setembro 15, 2011 Deixe um comentário

Encontrei no site da CompTIA (Computing Technology Industry Association) um roadmap para certifações em TI. Se você já tem em mente em qual área efetivamente quer se especializar este guia lhe mostra exatamente quais certificações deve tirar, organizando por níveis e áreas de especialidade. Creio que este material é uma boa referência para qualquer profissional, principalmente para aqueles que querem fazer alguma transição de especialidade.

Clique aqui ou na imagem abaixo para acessar o guia de carreira da CompTIA.

Criptografia: uma breve abordagem

setembro 14, 2011 Deixe um comentário

A ciência da criptografia é o campo que se baseia em técnicas de linguística e matemática para dar segurança à informações.

A palavra criptografia vem do grego “krypto” que significa “oculto” e “graphein” que significa “escrever”. A primeira vez que a palavra criptografia foi usada foi em na obra de Thomas Browne, “O jardim de Cyrus”.

No passado a criptografia era destinada para uso militar e governamental. Na Segunda Guerra Mundial eclodiu a criptografia, com a máquina Enigma usada pela Alemanha – uma espécie de máquina de escrever utilizada para criptografia.

 

Hoje em dia a criptografia é usada para dar segurança à documentos, proteger o tráfego de informações valiosas entre empresas, ou para aqueles que simplesmente querem manter-se livres de agentes maliciosos.

Com a nova era da tecnologia a criptografia avançou a passos largos. Os computadores atuais com alto processamento ajudaram a processar cálculos criptográficos mais complexos, substituindo a desatualizada criptografia clássica, que usualmente era feita em caneta e papel.

A criptografia hoje é relativamente comum nas comunicações, fortemente usada nas transmissões online. Usando a criptografia na internet há diversos benefícios como: Confidencialidade de conteúdo, Integridade da mensagem e Autenticidade do usuário.

Segue alguns termos associados à criptografia:

Criptoanálise: Ciencia que analisa os sistemas de criptografia para quebrar a cifra. Essa engenharia reversa faz a criptografia algo mais poderoso e difícil de quebrar.

Criptologia: Cobre tanto a criptografia quanto a criptoanálise. È um guarda-chuva que cobre os dois tópicos e que você pode dizer que é a ciência dos códigos.

Texto cifrado: Um texto comum (legível para humanos) que foi convertido para para um texto não legível (texto cifrado).

Encriptação: Converter informação em um texto não legível através de algorítimo.

Desencriptação: Tradução do texto encriptado.

Algorítimo: Formula matemática complexa ou não complexa ou calculo usado para a encriptação ou desencriptação. Pegamos uma informação e aplicamos uma formula e um algoritmo que obtemos um texto cifrado. O algoritmo quando complexo, usa combinações de diversos ramos matemáticos.

Chave pública: Neste método, um emissor deve criar uma chave de codificação e enviá-la ao receptor. Essa é a chave pública. Uma outra chave deve ser criada para a decodificação. Esta, a chave privada, que DEVE se mantida homônima e privada, de forma que mantenha a segurança e a integridade da mensagem.

A criptografia ainda é um campo quase que infinito para pesquisas, portanto ela continuamente irá se modernizar, ficando cada vez mais complexa, andando lado a lado com o avanço da tecnologia.

Introdução à Segurança da Informação

setembro 12, 2011 Deixe um comentário

Segurança da Informação deixou de ser um assunto obscuro, hoje de certa forma já um assunto abordado em faculdades e programas de pós-graduação específicos.

Hoje em dia vivemos em um mundo onde as informações trafegam em tempo real. Não tem mais a privacidade dos tempos dos nossos pais, ou seja, informação e privacidade são elementos que caminham lado a lado. Ambos os elementos precisam ser preservados, e é ai que entra a segurança em um termo mais abrangente. Segurança da informação é a prática de assegurar que os recursos que geram, armazenam ou proliferam as informações sejam protegidos contra quebra da confidencialidade, comprometimento da integridade e contra a indisponibilidade de acesso a tais recursos. Seja qual for o seu plano de segurança da informação, o mesmo deverá cobrir os conceitos de: confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Pilares da Segurança da Informação

Ter estes três pilares como alicerce de um plano de segurança da informação é o primeiro passo para ter um projeto bem sucedido. Cada pilar tem sua função específica conforme as definições abaixo:

  • Confidencialidade: Propriedade que limita o acesso à informação tão somente às entidades legítimas, ou seja, àquelas autorizadas pelo proprietário da informação.
  • Integridade: Propriedade que garante que a informação manipulada mantenha todas as características originais estabelecidas pelo proprietário da informação.
  • Disponibilidade: Trata-se da manutenção da disponibilização da informação, ou seja, a informação precisa estar disponível quando se necessita.

É também importante salientar não se aplicam apenas à segurança da informação em um mundo digital. Na realidade a segurança da informação é algo que está além da tecnologia, é algo que deve estar presente no seu dia a dia, em ações simples. A segurança da informação deveria ser tão presente quanto a segurança física que temos com os nossos bens. Por exemplo: você não vai a um local publico, estaciona o carro e deixa a porta aberta com seus pertences sem travar o carro. Se deixa é porque esqueceu e com isso corre o risco de chegar ao local e não ter mais seus pertences e às vezes nem mesmo encontrar seu carro. A mesma coisa deve-se aplicar no que se refere à segurança da informação. Por que navegar e fornecer seu cartão de crédito em um site que não tem segurança digital aplicada durante a transação? O Brasil é um dos países da América Latina que mais sofre com os ataques baseados em e-mails fraudulentos que incitam os usuários a tomar a ação que aparentemente é legitima, como, por exemplo, ir ao site do banco para trocar a senha.

Um dos motivos pelos quais dizemos que a segurança da informação vai além da tecnologia é porque nada é seguro se você tiver acesso físico ao componente que está tentando manter seguro. Em outras palavras: se você implementa todos os recursos computacionais disponíveis para manter seu computador seguro, mas sua senha esta escrita em um papel e este papel esta debaixo do teclado, então você acabou de cometer o pecado da segurança física. A segurança física dos recursos que você utiliza para ter acesso à informação também é algo que precisa ser cuidadosamente avaliado.  Por que você acha que em 2009 a prova do ENEM foi cancelada? Devido ao vazamento de informações: A PROVA! Se não fosse uma falha na segurança operacional e física este problema não teria acontecido. Lembre-se que a maior ameaça sempre mora dentro do seu próprio ambiente. Em outras palavras, o usuário interno sempre terá mais acesso à recursos do que o usuário externo, portanto é necessário implementar politicas de acesso e medidas de segurança que coíbam o uso indevido de recursos. E é justamente neste ponto que entram outros fatores além da tecnologia, como:

  • Segurança Física do Ambiente
    • Acesso controlado e apenas para usuários autorizados
    • Autorização de acesso baseado em necessidade de uso do recurso
  • Politicas Administrativas
    • Diretrizes de uso indevido dos recursos
    • Auditoria de acesso a tais recursos
  • Plano de Ação Contra Desastres
    • O problema aconteceu, o que fazer?
    • Como manter o core-business funcional em momentos de desastre?

Pidgin – Unable to validate certificate: omega.contacts.msn.com

novembro 22, 2010 1 comentário

Como resolver este maldito problema de certficado que me assombrou por alguns dias.

http://developer.pidgin.im/wiki/MSNCertIssue

Linus Torvalds em entrevista ao G1.

setembro 2, 2010 Deixe um comentário
CategoriasLinux, Tecnologia

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Vídeo publicitário do linux.
Little Ad for Linux.

Livro: Transpiauí, uma peregrinação proctológica (Mr Manson)

janeiro 9, 2008 4 comentários

 Transpiau�, uma peregrinação proctológica

É engraçado como as coisas vão e vem na sua vida. A quase 4 anos, eu já era leitor do Cocadaboa quando Mr. Manson (Wagner Martins), a convite de pessoas interessadas em lançar um livro humorístico escrito por ele, planejou satirizar o livro Diario de um mago, de Paulo Coelho. Mas só que, ao invéz de Santiango de Compostela, o trajeto a ser feito foi a Transpiauí, estrada que corta o estado de cabo a rabo, de rabo a cabo ou simplesmente de rabo a rabo!
Este livro nos dá uma amostra que o Brasil é o país da piada pronta. Suas piadas só dão um tempero ao conjunto da obra, o relato de todas as situações presenciadas por Mr Manson já faz com que o livro seja muito engraçado.
Mas nem tudo são flores na curta carreira de escritor de Mr Manson. O livro deu o que falar no Piauí, virou o ó do borogodó. Muitas matérias foram publicadas em vários dos principais jornais, revistas e portais em protesto a obra, desta forma, revoltando seus leitores que em massa, atacaram o site Cocadaboa com mensagens enfurecidas.
Bom, agora vocês que estão de saco cheio de ler esta resenha chata e mal escrita, quero dizer o quão estou feliz por poder divulgar este livro a vocês. À quase 4 anos, quando este livro foi lançado, eu era apenas um estudante duro e desempregado que acessava a internet via dial-up (discada), e não pude comprar o livro. Meses e anos se passaram, e você não encontra mais a “obra” disponível a venda. Mas Mr Manson, sensibilizado pelos pedidos dos leitores, liberou seu livro na íntegra no site, e agora está diponível a todos. E o melhor de tudo, de grátis! Apenas desta forma eu puder ler e tirar o peso da minha consciência de não ter comprado o livro quando ainda havia cópias no mercado.

Agora chega de ladainha e leia, pois tenho certeza que quase todos vocês irão gostar, menos os piauienses! :)

Para ler a obra fecal, acessem o link abaixo.

Transpiauí, uma peregrinação proctológica

Tiago Tavares

“Papai, não quero ser corinthiano, porra!”

dezembro 21, 2007 12 comentários

chorao 

Um pai desesperado tenta convencer o filho a ser corintiano…

FILHO: Pai, por que o senhor sempre fala que eu tenho que ser Corintiano?

PAI: Porque o Corinthians é o melhor time do mundo filho. É o Timão!

FILHO: Mas o Corinthians não foi rebaixado para a segunda divisão? E o apelido Timão não é porque no símbolo do Corinthians tem um timão de navio?

PAI: Bem, é verdade. Mas nós só fomos rebaixados por causa de uma parceria com um fundo de investimentos chamado MSI que desgraçou o Corinthians.

FILHO: Mas não foi essa MSI que comprou o Tevez, o STJD e o Márcio Rezende de Freitas para garantir o título nacional de 2005 que na verdade foi conquistado pelo Internacional?

PAI: Foi, mas depois….AH, isso não importa filho. Nós somos a maior torcida de São Paulo e a segunda maior do Brasil.

FILHO: Isso é legal né pai!? Mas a Índia e a China são os países mais populosos do mundo e nunca ganharam uma Copa e a Itália, que é um país pequeno e com menos torcida, já tem quatro mundiais não é!?

PAI: É filho, tá certo porra!!!

FILHO: Calma pai, o senhor está bravo só porque o Corinthians não é nada disso que o senhor pensava?

PAI: Pára com isso filho! Nós já fomos campeões mundiais!!!

FILHO: Sério Pai!? Quando?

PAI: Em 2000.

FILHO: Que legal, então nós também ganhamos a Libertadores em 99?

PAI: Não, na verdade quem ganhou a Libertadores em 99 foi o Palmeiras. Você não sabe que nós NUNCA ganhamos uma Libertadores em mais de 90 anos de história!?

FILHO: Ué, então porque o Corinthians jogou esse mundial em 2000?

PAI: Ah! É que fomos convidados para jogar porque ganhamos o Brasileirão em 98 e tínhamos o apoio de um grupo de investidores estrangeiros que precisava colocar o Corinthians lá. O Vasco ganhou a Libertadores de 98 e também foi chamado.

FILHO: Entendi. Então na Europa chamaram o campeão da Liga dos Campeões da UEFA de 98?

PAI: Sim, mas também chamaram o Manchester, que venceu a Liga em 99.

FILHO:
Então por que não chamaram o Palmeiras? Porque o campeão Sul-americano de 99 não foi e o Corinthians que nunca passou de uma semi de Libertadores foi?

PAI: Não sei filho, mas que merda!!!!

FILHO: Então esse torneio não foi sério. Não teve critério para as escolhas dos clubes! Mas o Corinthians ganhou do Manchester e do Real Madrid né pai?

PAI: Não. Na verdade ganhamos do perigoso Raja Casablanca com um gol roubado em que a bola não entrou, empatamos com o Real Madrid, no Morumbi, graças ao Anelka que perdeu um pênalti e depois goleamos o poderoso Al Nasser por dois a zero.

FILHO: E na final ganhamos de quem?

PAI: Na verdade não ganhamos. Empatamos com o Vasco por zero a zero no Maracanã e o título veio nos pênaltis.

FILHO: Quem foi o herói Corintiano que fez o gol do título?

PAI: Ninguém. Na verdade o Edmundo chutou pra fora e nós ganhamos.

FILHO: Mas esse ano comemoramos 30 anos do título de 77. Que campeonato foi esse tão importante?

PAI: Foi o Campeonato Paulista. Saímos de uma fila de 22 anos sem título com gol de Basílio contra a fantástica Ponte Preta.

FILHO: Ah, sei. Mas não foi nesse jogo que o Rui Rei, artilheiro da Ponte, se vendeu e foi expulso logo no começo do jogo só pra não fazer gols e assim ajudar o Corinthians?

PAI: Foi seu filho da puta, mas e daí!?

FILHO: Mas pai. Esse ano o São Paulo completou 30 anos do primeiro título Brasileiro que conquistou e ao invés de festa e camiseta comemorativa, ganhou mais um e agora eles são Penta.

PAI:
Foda-se filho! Eles são Bambis!!!!

FILHO: São Pai? Mas eles me dizem que são Penta Brasileiro, Tri da Libertadores e Tri Mundial. É verdade?

PAI: É verdade filho! (de cabeça baixa)

FILHO: É verdade também que se não fosse um tal de Grafite, atacante do São Paulo, nós teríamos sido rebaixados também no Paulistão?

PAI: Você não quer falar de Fórmula 1!?

FILHO: Tá bom pai. Mas o Rubinho não é Corintiano?

PAI: Puta que pariu moleque! É, caralho!

FILHO: Vixe pai!!! O Rubinho é corintiano e o melhor piloto Brasileiro da atualidade, o Felipe Massa, é são paulino. Vamos falar de futebol mesmo vai.

PAI: Calma lá!!! Mas o Senna era corintiano filhão!!

FILHO: Eu sei pai. Já me falaram isso. E me contaram que como corintiano ele não agüentou. Em 93 viu o São Paulo conquistar o Bi Mundial e o Palmeiras sair da fila em cima do Corinthians, aí percebeu que não adiantava torcer pra esse time e enfiou o carro no muro.

PAI: (APENAS SUSPIRA)

FILHO: Calma paizinho. Vamos passear, me leva no estádio do Corinthians.

PAI: (chorando) Não temos estádio porra! Temos uma chácara que apelidamos de fazendinha e que é menor do que qualquer ginásio da NBA.

FILHO: (puto da vida) Chega pai! Assim não dá. Não temos estádio, não temos time, nosso título mais comemorado é um paulistão roubado, o nosso quarto título brasileiro foi mais roubado ainda, somos o único clube grande da capital paulista que não tem Libertadores, a nossa torcida é a segunda do país e de nada adiantou, torcida do São Caetano é mil vezes menor e já viu o time numa final de Libertadores, nosso título mundial é uma fraude, o maior ídolo da nossa torcida no século XXI é argentino e nós estamos na segunda divisão, e você ainda quer que eu seja Corintiano. Você é um fanfarrão pai!!!!!

PAI: ( um minuto de silêncio)

FILHO: Posso dizer só mais uma coisa?

PAI: Pode filho!!! (enquanto seca as lágrimas)

FILHO: Mãe pode ficar tranquila, se o pai sabe de tudo isso e ainda torce pro Corinthians é porque ele gosta de ser enganado e nem desconfia que eu sou filho do vizinho.

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